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,15/07/2024

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A decisão ficou pra Saitama!

Após empate em Riad, Urawa precisa "apenas" não sofrer gols em casa para levar o tri


A decisão ficou pra Saitama!

O Urawa Red Diamonds empatou com o Al-Hilal no primeiro jogo da final da AFC Champions League. Com o placar de 1 a 1, o time japonês pode se considerar à frente na disputa, pois precisa, "apenas", passar ileso no Saitama 2002 Stadium, no sábado que vem, para conquistar a terceira taça continental da história do clube. 

A primeira partida da final começou de maneira horrorosa para o time de Marciej Skorza. O Al-Hilal dominou o time japonês durante os primeiros 30 minutos, com posse de bola saudita de quase 80%. O time do Urawa parecia nervoso em campo, não conseguia criar os espaços para sair jogando e tentar atacar o adversário. 

O placar foi aberto aos 13 minutos do primeiro tempo, com o brasileiro Michael, ex-Flamengo, passando facilmente por Akimoto e cruzando, Nishikawa e Scholz ficaram na indefinição e acabaram deixando a bola sobrar para Salem Al-Dawsari apenas concluir e balançar as redes. 

O time de Ramon Diaz seguiu em cima, fechando os espaços e pressionando o Urawa, mas a partir dos 30 minutos do primeiro tempo, o time japonês começou a acordar a trabalhar melhor a posse de bola, que caiu gradativamente até chegar ao patamar de 65% favorável ao Al-Hilal. 

Shinzo Koroki perdeu duas chances claras de empatar ainda nos 45 minutos iniciais, em um erro de Al-Bulayhi, Koizumi rolou para o camisa 30, que escorregou e perdeu a posse para Al-Burayk. Foi a melhor chance do Urawa no jogo. 

Skorza claramente parecia perdido, visto que o Al-Hilal, que havia entrado no 4-2-4, apresentava um 3-3-4 na prática, com o volante Salman recuando para fazer a linha de 3 com Jang e Al-Bulayhi, liberando Al-Burayk e Saud para atacarem e formarem uma segunda linha de 3 com Kanno, enquanto Salem fechava pela direita, Marega e Ighalo centralizados e Michael abria pela esquerda. 

Demorou, mas quando o Urawa administrou o meio de campo e impediu que o Al-Hilal trabalhasse a bola, obrigando Al-Dawsari a atuar como um meia e abrindo espaço pelo lado direito dos sauditas.


Mais do mesmo na etapa final

No segundo tempo as coisas não melhoraram muito, o gol do Urawa saiu por azar do Al-Hilal, uma bola espirrada que enganou o goleiro Al-Muaiouf e tocou na trave e sobrou para Koroki igualar o duelo. 

O time de Skorza ensaiou uma reação, mas o Al-Hilal voltou a controlar as ações e empurrar o Urawa pra trás. O desgaste foi aparecendo e o time mudou, mas nem as entradas de Kante Martinez, Kaito, Ogiwara, Shibato e da joia Hayakama, mudaram o patamar do duelo. 

O ponto que poderia fazer o jogo mudar de figura aconteceu muito tarde. Aos 86, Salem foi derrubado por Iwao, mas depois agrediu o volante japonês com uma solada na região pélvica e foi expulso de campo (detalhe que Salman se livrou de um vermelho por uma solada no tornozelo de Okubo e Marega se livrou de um amarelo por tentar simular um pênalti sem sequer ter sido tocado). 

Nem a expulsão animou o Urawa, que parecia contente com o empate. E tem que ficar mesmo. De acordo com o regulamento da competição, na final existe o gol qualificado, ou seja, se o Urawa não sofrer gols do Al-Hilal em casa, não precisa nem sequer marcar para ser campeão asiático pela terceira vez em sua história. 

A situação dos sauditas se complica ainda mais por conta do regulamento. No Mundial, onde venceu o Flamengo, e no Campeonato Saudita, o substituto natural de Salem Al-Dawsari é o argentino Luciano Vietto. Com o camisa 29 suspenso, Ramon Diaz precisará colocar outro jogador na posição ou abrir mão de um de seus três estrangeiros (Marega, Ighalo e Michael). De qualquer forma, perder um dos principais jogadores do time para a decisão vai pesar demais para um possível pentacampeonato asiático para os sauditas.


DESTAQUES POSITIVOS DO JOGO: 

Urawa Reds: Sakai. Foi o comandante da virada de chave, acalmou o time quando foi preciso e criou as principais chances da equipe no segundo tempo. 

Al-Hilal: Michael. O brasileiro foi quem mais buscou o jogo pelos sauditas. Quando desapareceu na marcação japonesa, o time do Al-Hilal caiu de produtividade.


DESTAQUES NEGATIVOS DO JOGO: 

Urawa Reds: Koroki. O gol marcado pelo camisa 30 foi puro golpe de sorte. Fora isso, o camisa 30 perdeu muitas chances claras de marcar e parecia nervoso demais para sua experiência.

Al-Hilal: Al-Dawsari. Virou o destaque negativo por agredir o adversário e prejudicar seu time para a decisão em Saitama.





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